A leitura foi a minha fruta do conhecimento do bem e do mal
Eu sempre gostei de ler. Leio desde muito pequena, por volta dos quatro anos. Lembro de ler jornais, especialmente nos finais de semana, quando a família ficava mais em casa, e eu vistada meus avós, então eu tinha o privilégio de comparar os diferentes interesses de cada casa. Minha mãe adorava jornais populares, O Dia, numa época em que a publicação focava muito na crônica policial. Se você espremesse o jornal, pingava sangue. Já meus avós maternos, deixavam a disposição a edição dominical de O Globo, que era bem grande, com diversos cadernos, de vários assuntos, e eu adorava ler. Na casa da minha avó paterna, a minha tia Ruth costumava ler o Jornal do Brasil, aos domingos, também uma edição grande, com vários cadernos, de uma linha editorial mais crítica, uma linguagem mais afinada a uma classe média alta. Minha rotina de leitura era bem consistente: as tirinhas e cadernos para crianças, os cadernos de cultura e entretenimento, as partes dedicadas às principais notíci...