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Capítulos 11 ao 14

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  Capítulo XI — Florescerndo   "Mago Phil, é?". O rapaz a minha frente zombou. "E ainda me acusou de ser invertido!" Por sorte a senhorinha me acolheu em sua casa, a qual fazia de estalagem, e me ajudou a me livrar das roupas manchadas de sangue. Ouvi pacientemente as orientações dela quanto às minhas “primeiras flores”: não foi surpresa alguma que boa parte consistisse nas mesmas crendices que as mulheres de gerações pretéritas cultivavam, no entanto algumas outras coisas eram úteis, como os tipos de absorvente e os cuidados possíveis, bem como alguns remédios caseiros para as cólicas. Ah, a rotina da mulher em seus anos reprodutivos! Sexo é bom, mas o risco da gestação é o inferno O rapaz continuava a tagarelar. "Ned me disse que talvez você seja a menina Cassel que desapareceu há alguns dias... Você é filha do Conde Cassel, não é?"   "Sou, sim, Sir Farsante... por favor, não conte a ninguém", respondi, baixinho, afetando um tom confessio...

Carta a uma amigo, sobre a paixão e a pele que se apaixona.

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Meu amigo D,                           Numa das raras vezes em que conversei com meu pai depois da separação dele e da minha mãe, ele pegou algumas fotos de mim quando criança e colocou em seqüência cronológica. Eram poucas fotos, pois ele rasgou ou queimou quase todas depois que fomos embora. Ele me disse que eu era uma criança que, apesar da bronquite, sorria muito facilmente, que eu era inteligente, esperta, brincalhona, mas que de um dia para o outro eu parei de rir.   Ele estava certo e eu lembro quando aconteceu. Foi quando eu comecei a vê-lo espancar minha mãe, (a amante dele estava na porta da nossa casa) ele começou a me bater muito, e o que havia de pior numa relação familiar fez parte da minha realidade. Antes disso, mesmo as maldades da minha família não me afetavam tanto. Eu fui brutalizada pela vida.   O que ele não percebeu foi que a...

Como perder um amigo?

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 Eu me deixei levar, bêbada, por um amigo mútuo meu e do meu ex-marido, quando percebi, já não sentia mais meus pés no chão. Há um nada sob eles que me agonia. Busco pernas nas quais entrelaçar as minhas e acho mãos autoritárias que as abrem, enquanto quadris pesados se encaixam nos meus.   A penetração é dura e forte. Ele é grande, mais largo. Não sei se estou excitada, há mais confusão do que qualquer outra coisa. Sinto-o raspando minha carne quando entra em mim, e só então a umidade vem, abundante. A brincadeira acabou e só posso me mover se for para acalentá-lo dentro de mim.   Alto, forte... a amizade se perdeu na sedução, virou silêncio e febre. Enquanto enterra o rosto no meu pescoço e nos meus cabelos, ele segura minhas mãos. Meu prazer é secundário, a saciedade é imperativa.   Conforme o suor escorre dos nossos corpos, ele se ergue levemente e me puxa para si, quase de joelhos, e então nos movemos, em forte sincronia. Seus olhos ficam nublados, perdido...

Dorinha (versão beta)

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 *Aviso: esse texto não descreve pessoas ou eventos reais, qualquer semelhança é mera coincidência, dado o completo e infeliz lugar comum dos fatos descritos. ** Aviso:o texto pode causar angústia em algumas pessoas. Alerta de gatilho.  Os peitinhos dela eram apenas botões sob o fino vestido de pano barato, a pele morena e os cabelos finos, de um castanho queimado de sol. “Dorinha, ô, Dorinha, corre aqui!”, gritou uma senhora da outra beira do açude, e ela se aviou, ligeira, as pernas finas, mas firmes pela margem de pedras e barro, tranças balançando, o vestido molhado colado ao corpo. Meu primo voou por cima de mim pelo pequeno cais de tábuas, e deu na água com uma explosão de água, me tirando daquele transe. Éramos uns dez meninos e rapazes, em roupas de baixo, aproveitando a tarde quente no açude das terras de meu avô. Como coubemos todos na velha Rural, não sei, mas viemos espremidos, com farnel de merenda feita pelas mães e tias. O ano havia sido bom, de boas chuvas,...