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Guerras Arcanas Capítulos V e VI

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  Capítulo V— Folhas de Outono As folhas alaranjadas dançavam ao sabor dos ventos de outono, anunciando o fim do tempo fértil. Os celeiros se enchiam lentamente, e, ao término da estação, estariam abarrotados. Em cada casa, em cada vila, em cada recanto das terras cultivadas, os preparativos para o inverno eram intensos: moldava-se queijo duro, salgavam-se carnes e defumava-se o charque. Os alimentos eram armazenados em adegas e despensas, e parte era destinada às reservas das fortalezas. Os vizinhos auxiliavam-se mutuamente na reparação das moradas, e os que não possuíam celeiros levavam seus rebanhos aos estábulos comunitários, onde o trabalho era partilhado em turnos, como manda a velha tradição. Ainda que o inverno não se prolongasse naquela região — pois estavam no norte do império, mais próximo dos desertos e dos climas quentes —, Cassel era o último condado a conhecer a neve antes que o solo se tornasse árido e abrasador. Ao sul profundo, o império congelava-se em silê...

Guerras Arcanas - Capítulos 1 ao 4

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  PRÓLOGO — Ajude-me com este vestido! — ordenou o jovem Senhor a seu criado, este um homem de porte cavaleiresco na casa dos trinta, claramente desconfortável em vestir uma túnica solta sobre a cabeça de seu senhor. — Ainda assim, vós não pareceis uma donzela, meu Senhor... — murmurou ele. — Sei bem o que faço, Luce — disse o rapaz, rindo enquanto acomodava um xale sobre os ombros largos. — Fique aqui. — Nem morto me aproximo daquele bosque! — retrucou o servo, trêmulo. Outra risada escapou do jovem mestre. — Aquelas velhas feiticeiras não são para se brincar... Esse Senhor não era outro senão o mais jovem entre os deuses da Criação — o patrono do intelecto humano, da curiosidade, da evolução e, como subproduto, do conflito e da paz. Eternamente jovem, rebelde e caprichoso, era a alegria do Todo-Poderoso e o tormento dos demais deuses. — Dê-me o cesto. Está na hora. Luce entregou-lhe uma enorme cesta, abarrotada de frutas raras, flores, tecidos finos, joias, frasco...

Como perder um amigo?

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 Eu me deixei levar, bêbada, por um amigo mútuo meu e do meu ex-marido, quando percebi, já não sentia mais meus pés no chão. Há um nada sob eles que me agonia. Busco pernas nas quais entrelaçar as minhas e acho mãos autoritárias que as abrem, enquanto quadris pesados se encaixam nos meus.   A penetração é dura e forte. Ele é grande, mais largo. Não sei se estou excitada, há mais confusão do que qualquer outra coisa. Sinto-o raspando minha carne quando entra em mim, e só então a umidade vem, abundante. A brincadeira acabou e só posso me mover se for para acalentá-lo dentro de mim.   Alto, forte... a amizade se perdeu na sedução, virou silêncio e febre. Enquanto enterra o rosto no meu pescoço e nos meus cabelos, ele segura minhas mãos. Meu prazer é secundário, a saciedade é imperativa.   Conforme o suor escorre dos nossos corpos, ele se ergue levemente e me puxa para si, quase de joelhos, e então nos movemos, em forte sincronia. Seus olhos ficam nublados, perdido...