Dorinha (versão beta)
*Aviso: esse texto não descreve pessoas ou eventos reais, qualquer semelhança é mera coincidência, dado o completo e infeliz lugar comum dos fatos descritos.
** Aviso:o texto pode causar angústia em algumas pessoas. Alerta de gatilho.
Os peitinhos dela eram apenas botões sob o fino vestido de
pano barato, a pele morena e os cabelos finos, de um castanho queimado de sol. “Dorinha,
ô, Dorinha, corre aqui!”, gritou uma senhora da outra beira do açude, e ela se
aviou, ligeira, as pernas finas, mas firmes pela margem de pedras e barro,
tranças balançando, o vestido molhado colado ao corpo.
Meu primo voou por cima de mim pelo pequeno cais de tábuas,
e deu na água com uma explosão de água, me tirando daquele transe. Éramos uns
dez meninos e rapazes, em roupas de baixo, aproveitando a tarde quente no açude
das terras de meu avô. Como coubemos todos na velha Rural, não sei, mas viemos
espremidos, com farnel de merenda feita pelas mães e tias.
O ano havia sido bom, de boas chuvas, e o mato estava verde,
um verde claro, céu azul, o barro vermelho, aquelas cores que eram, para mim,
claras demais, como se nunca tivessem tido tempo de fazer moradia naquele
cenário antes do sol arrebentar com elas.
A uma distância dali, a senhora colocou uma trouxa de roupas
sobre a cabeça da menina de tranças, e ela e um outro menino carregavam latões
de água. Eu os vi se embrenhando por uma estradinha de terra bem estreita.
Já quando o sol amornou, voltamos para casa, e eu vi uma
casinha à meia distância da casa de vovô, a luz de lamparinas, roupas
estendidas em varal, e mais uma vez o nome gritado no meio do nada “ Ó,
Dorinha, sua peste!”
Aquela noite, meus primos foram a um bordel na vila. Não que
eu nunca tivesse ido, já era homem experiente em mulheres de vida fácil, mas se
as de cidade grande já podiam ser um bocado desgastadas, imagina as de vilarejo
no meio do nada? Não, que a penicilina é uma bênção na vida dos vagabundos como
nós, eu sei, mas eu tinha cá meus pudores. Ao menos na frente dos meus primos.
Aliás, me levaram a um bordel para eu me fazer homem quando eu tinha uns quatorze anos. Era uma casa espaçosa no Rio Comprido, com andar de baixo e sobrado. Música de vitrola, e quando chegamos, meu irmão mais velho já foi avisando que era para eu estreiar. Chamaram uma mulher mais corpulenta, embora até bem ajeitada, porém tudo nela era muito. Muita maquiagem, muito perfume, uns peitos grandes que pendiam pesados na lingerie de cetim, com bicos enormes como os de mamadeira de criança, coxas grandes e grossas, a pele com talco no pescoço, nas axilas e na virilha.
Entre o nervosismo e a excitação de tocar um corpo feminino que eu só havia visto em revistas e catecismos, não pude deixar de sentir uma certa repulsa. Aqueles orifícios haviam sido usados antes, e seriam usados depois, naquele mesmo dia, talvez menos de uma hora depois. Eu me sentia inadequado: teria um pênis grande, pequeno, fino, seria satisfatório? Mas ela fazia as caras e bocas e dava os gemidos como se tudo estivesse indo bem, e em poucos minutos eu me desfiz na sua xoxota. Ela riu e se limpou, e disse que eu precisava praticar mais, para ficar bom para as namoradinhas e a esposa depois.
Cheguei bêbado em casa com meu irmão e meu primo, e meu pai nos recebeu com um silêncio de aprovação. Minha mãe estava claramente incomodada no dia seguinte, mas se calou com um rude: "o menino não é viado, tem de aprender as coisas, mulher!"
Mas eu soube é que meu pai frequentava puteiros e tinha amantes também. Meu irmão achava tudo muito normal, coisa de homem, no entanto, aquilo me incomodava. Preferia que as putas me punhetassem ou me mamassem. Não gostava da idéia de compartilhar mulher com papai.
Passei a juntar dinheiro para comer as mais jovens, mais pequenas e menos gastas. E tentei à todo custo arrumar uma namorada, mas não ser alto, nem forte, na verdade um tanto gordinho, e com óculos pendurado sobre o nariz com alto grau de miopia não ajudava muito. Isso não diminuía minha voracidade, é claro, só restringia minhas oportunidades de saciedade. As férias na casa de vovô me soavam como um tempo de retiro clerical.
Meu avô morava mais minha avó e minha tia mais velha num
casarão enorme no interior de Sergipe, em Laranjeiras. Muita cana já se plantou
por lá, mas naquela época o que se via era uma decadência entediante. Um filho
foi para a Bahia, outro para Aracaju, uma filha se casou e foi para Propriá e
um foi para o Rio, eu era o neto carioca.
O velho, ficava naquela varanda ouvindo rádio, vendo o tempo
passar, e eu mal o via, me dava mais com a família de mamãe. Vovô lendário, honrado,
que nos visitava de vez em quando, mas do qual eu tinha um certo medo. A boca
desdentada, preenchida com prótese completa superior e inferior, que ele tirava
para nos assustar, e que passava a noite em um copo com água ao lado da cama
dele.
Tia Orfelina era uma megera taciturna, e a vovó vivia na
igreja. Por alguma razão vovô era conhecido como Padrinho.
Ou o velho ficava na cadeira de balanço, de madeira e palha
trançada, ou numa rede. Aliás, o costume da rede eu acabei pegando.
E foi numa manhã daquelas férias que eu descobri o segredo
de Vovô, e conheci Dorinha.
“Ó de casa? Dona Filina, vim trazer a roupa lavada e as
encomendas!”, e eu olhei lá de dentro da sala pelo janelão que gritava do lado
de fora. Era uma senhora, com uma menina e um menino. A menina era a mesma do
açude. Com um vestido de flores miudinhas, uma trança ao invés de duas,
sandálias de couro gastas, e uma careta de quem estava incomodada com o sol.
“Ah, tá bom, mas entre minha filha, coloque lá atrás e avise
a Mundinha.” Tia Orfelina olhou de soslaio para vovô, que estava na varanda, e
acrescentou, leve as crianças junto, que tem bolo de milho fresquinho”.
E lá se foi o trio, para a parte de trás do terreno, seguindo
titia.
Aproveitei a deixa e fui para a varanda e me surpreendi
ouvindo vovô estalando a língua e dizendo: é coisa de doido, essas cabritinhas,
né? Oxi, botá sentadinha aqui, ó!
E o velho estava alisando o pau, por baixo da calça de tergal.
E nem se incomodou comigo. Se levantou e foi para a rede na
outra ponta da varanda, para ver se conseguia ver melhor as mulheres
caminhando.
“O senhor está falando daquela senhora, vovô”, perguntei,
quase me arrependendo da ousadia.
“Ixe, o calor lhe queimou o juízo, menino, tô falando da cabritinha, eehehehe”. Vovô encaixava e desencaixava a perereca da gengiva quase como um tique nervoso. "Olhe, uma dessas a gente mantém por perto, para bulir com o juízo, para mandar alisar a cobra com a mãozinha assim, ligeira... na rede. Tua avó nunca gostou muito desse negócio de abrir as pernas, mas cumpria as obrigações, e não reclamava de nada. É que de uns tempos para cá, a bengala de vovô não tá a mesma coisa, e a peste da Filina me persegue"
Percebi, na senilidade de vovô, um gosto pelas moças jovens.
"Que é isso, voinho, o senhor então pegava as menininhas?" aticei, ousado por meio, ousado inteiro. E o velho, os olhinhos brilhando, apesar da catarata. "Na rede, no mato, na cadeira de balanço, elas são boas assim, com a xoxotinha de mel, quando ainda não passa doença ruim, tão puras como a mãe de jesus".
Peguei-me pensando nas xoxotas meladas de excitação e de tanta porra, peludas ou aparadas, e na verdade eu queria mesmo era saber como era meter na buceta de Dorinha, achar-lhe o grelinho e brincar com ele entre os dedos, saber se seus gemidos seriam reais. Acho que meu avô se sentiu próximo de mim, realmente meu avô pela primeira vez, nós nos conhecemos por meio do desejo por aquela vagina, aquela boca e aquele cú. Não como competidores, mas como apreciadores.
Um certo tabu me tomou, como que vindo do nada e eu estremeci. Preferi fingir não ter visto ou ouvido as indiscrições de um homem bem acima
dos 80 anos. Pois meu avô se casou mais de uma vez, e eu nunca conheci a
primeira família dele.
“Bom, vou lá buscar um café e um bolo para o senhor...”
“Ah, vai sim, você vai é olhar a menina que eu sei, mas tá
certo, é da idade, tô vendo que você pode ter esse jeito assim, mei’ baitola,
chibunguinho, mas é só quieto, né? Faz bem, melhor ser quieto mesmo.”
Novamente fiz vistas grossas e ouvidos moucos às grosserias
do velho e me esgueirei para a cozinha a pretexto de mimar meu adorado avô.
E sim, a menina era um pitéu. Os mesmos peitinhos em flor,
os cabelos com as pontas queimadas de sol, a pele lisa, os dentes inteiros...
bom, se tivesse um ou outro cariado, não era na frente, então não me
incomodava.
Há uma graciosidade na falta de jeito, nas proporções que já
não se enquadram nem na infância e nem na adolescência, nem em coisa alguma.
Peguei correndo o café, o bolo, levei para o velho tarado, e voltei, à tempo de
oferecer às crianças uns chicletes que eu tinha guardado. O menino enfiou no
bolso do short, mas ela nem esperou e tacou um na boca e saiu mastigando,
aquela mastigada preguiçosa, e enquanto ela ia embora em pensava naquela boca
se mexendo.
“Olhe, não deixe essas crianças perto de seu avô sozinhas
não, viu?” – fulminou Tia Orfelina.
Vovó, que havia chegado com as irmãs da igreja interrompeu, “O que estás falando, Filina?” - Saia e blusa severa, coque imaculado, dona de uma excelente mão para doceria, minha avó Dulcinéia não era mulher de muito sorriso, mas de quitutes.
“Nada, não, mãe, nada não”. E eu ainda sentia o pescoço doendo,
do aperto que titia me deu.
O dia seguinte foi chuvoso, família em casa, e mandaram
buscar aquela senhora e as crianças para ajudar no serviço. Cozinhar, arrumar,
limpar, para tanta gente de férias era tarefa graúda, e garantia uma renda a
mais para gente miúda como eles. Mais para o final do dia, meus primos foram
para a cidade e eu fiquei, para ler um pouco, na verdade para espreitar a
menina.
Meu avô discretamente virou para mim e disse, “Vou ocupar as megeras, e tu dá conta da franguinha de leite, viu?” Eu fiquei pasmo, mas naquele momento, o velho pareceu para mim uma espécie de cúmplice, de ícone, de deus!
Assim que a menina veio para perto do meu quarto, para
conferir os aposentos, pratos, copos e coisas deixadas largadas pela malta, eu
a chamei, para oferecer mais doces e ela veio contente. Foi o tempo de fechar a
porta atrás de mim e prendê-la no quarto comigo.
“Doutor, o sinhô tá precisando darguma coisa? Se quisé
arrente pega?” - Ela olhou para a porta atrás
de mim, claramente com medo.
“Tô sim, e você não vai fazer barulho, não é? É uma menina crescida, e tem a sua mãe aqui na casa. O que a minha avó, a Madrinha vai pensar?” – o terror nos olhos dela crescia. Sabia que ela seria a culpada sempre, com aqueles peitinhos se empinando por baixo do vestido, e eu, o neto doutor?
Eu não fazia idéia quantos anos aquela menina tinha e não me
importava. O mesmo sol que deixou aquele cabelo de pontas douradas e aquela
pele morena, fazia uma pessoa jovem tostar, enrugar, ter o rosto crestado e com
a textura de couro. Mas ela ainda estava lisa.
“Chegue aqui”. Ela não se moveu. “Venha”, e eu puxei e ela
veio.
“ó, eu vou gritar!”, e quando eu apertei o bracinho fino, ela calou, e olhando de perto eu vi marcas roxas nas pernas e nos braços. Essa dali era um corisco, devia apanhar bastante. Então acedeu quando eu a forcei. "Venha cá, peste". Foi estranhamente bom falar assim.
Sentei na cama e a fiz levantar a blusinha e o que vi foram
os peitinhos que eu já adivinhava, ainda em botão, e eu não resisti e toquei neles.
Ela sentiu dor e se retraiu. Eu a puxei pela trança: "Shhhhh!", E passei a língua
por aqueles seios quase inexistentes, mas cujos bicos se eriçavam na ponta da
minha língua.
Tentei beijá-la, mas ela não sabia beijar, e não me dei
muito ao trabalho de ensinar, pois não me interessava tanto. Eu queria ver como
ela era entre as pernas. E levantei a saia.
Ela usava uma calcinha de algodão vagabundo, que a fiz arriar.
A criaturinha mal tinha pelos, uma penugem surgindo sobre a buceta, o grelo ainda
pequenino, que nem aparecia entre a racha.
Molhei o dedo e passei naquela bucetinha quase impúbere e
tentei introduzir. Ela estava rígida. Eu a fiz ajoelhar e botei meu pau para
fora e perguntei: “Você já viu isso antes, Dorinha?”
Ela não respondeu, e eu a fiz abrir a boca e enfiei meu pau
naquela boca pequena. Ela se tremia e quase mordeu! “Olha aqui, cachorrinha, se
tu morder, eu te arrebento a cara, e tu vai aparecer sem dente para todo mundo
ver que você é puta do neto do padrinho!”.
Então ela abriu a boca de novo, e eu mandei chupar. E ela
chupou, eu guiei as mãos dela na minha piroca, mas as suas mãos não eram tão
macias quanto eu pensei. Talvez, criminosamente, a forçassem a fazer muitas
tarefas manuais e as suas mãos já eram um tanto ásperas! Mas ao menos a boca,
os peitos e a xoxota eram deliciosos.
A deitei na minha cama e a fiz fechar as pernas e coloquei
meu pau entre as coxas dela, roçando na racha. Eu quase gozei. Eu quase meti,
mas e se ela sangrasse naquele lençol, como explicar?
O diabo dá soluções, sempre! Catei uma cueca velha, e cuspi no meu pau. A deitei no chão mesmo e abri-lhe as pernas, e cuspi mais ainda, e com a mão sobre a sua boca, fui enfiando a cabecinha na sua buceta. Ela chorava, e grunhiu quando finalmente entrou. Nem sei a razão de tanto choro, pois não sou dos mais bem dotados, mas aquela era uma buceta pequena, e logo ficou molhada, quanto mais eu metia, mais queria meter naquele lugar molhado, apertado e quentinho, que esganava meu pau de um jeito diferente. Ela soluçava, prendendo o choro, e meu parecia mais inchado, minha vontade era de arregaçar aquela rachinha.
Dei por mim e eu estava agarrado naquela menina,
simplesmente fudendo a buceta dela com gosto, até esporrar como nunca havia
esporrado na vida. Peguei a cueca velha e limpei. Não sangrou muito! Na minha
imaginação, virgem devia ter até hemorragia, mas não, foi só uma manchinha.
Eu a fiz se vestir direito e sair e prometer voltar no dia
seguinte.
Quando elas foram embora, algumas horas depois, eu percebi
que toda aquela empreitada, que pareceu durar um tempão, foi, na verdade, uma
foda até rápida. Ah, quem dera todas as trepadas rápidas fossem daquele jeito!
Complicado foi me livrar de vovô, pois ele me acostou e me
fez contar tudo o que eu havia feito com Dorinha. Eu contei e o velho esbanjava
felicidade, como se ele mesmo tivesse descabaçado a menina. Vovô então me disse
que Tia Orfelina um dia havia sido como Dorinha, uma menina até bem ajeitada,
mas cresceu e ficou uma velha encruada.
Eu ainda tinha uma semana mais de férias, e arrumei de foder
Dorinha umas duas mais oportunidades. Arroguei-me professor das artes do sexo
para ela. Ensinei-a a ficar de quatro para mim, a engolir toda a porra que eu
desse a ela, era meu leite e ela devia tomá-lo todo, sem desperdiçar nadinha.
Ensinei-a a me punhetar, e disse para ela dar o rabinho, sempre que quisesse
fazer sexo sem engravidar.
Para me despedir daquela bucetinha em flor, eu fiz algo que
nunca havia feito, eu a lambi e ela se estremeceu toda, e eu vi que eu havia
criado mais uma puta no mundo.
Aquelas foram as últimas férias que passei na casa de meus
avós paternos, porque naquele mesmo ano meu avô morreu. Não demorou muito,
minha avó faleceu também. Não havia mais razões para viajar para aquele fim de
mundo.
Mais de vinte anos depois, Tia Orfelina estava na casa de papai. As
crianças no jardim, tomando banho de mangueira, espirrando água, eu na rede
olhando a beleza das minhas sobrinhas e das filhas da vizinha, e eu ouço minha
tia comentando com papai do alívio que foi o pai deles ter morrido, o quanto
ela pode viver depois daquilo. Meu pai ficou ofendidíssimo, afinal, seu pai era
um homem honrado. De certa forma ele o era: sustentou os filhos (ao menos os
que reconheceu) , pagou-lhes os estudos, não deixou dívidas e nem inimigos.
Mas foi por causa daquela tarde que eu lembrei de Dorinha,
por causa daquelas meninas ao sol, do alívio de Tia Orfelina. E eu perguntei a
ela sobre Dorinha... “Dorinha quem? Ah, sim. Acho que engravidou, foi posta pra
fora de casa... quem sabe?”
Realmente não fazia diferença para mim o que aconteceu com
ela depois, mas sim que depois dela, conheci mãos mais delicadas e suaves, o
prazer de xoxotinhas miúdas e lisas, de bocas onde minha piroca mal cabia, o
olhar de medo e respeito, a emoção do perigo e de tocar aqueles peitos que
estavam apenas florescendo e que me davam vontade de viver.
Dorinha quem? Deitado na rede, ouvindo os idosos
conversando, eu, já um homem de meia idade, só tinha olhos para as flores que
brilhavam no jardim.
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