Grim Gretta, é fake
Cá estava eu, meio assistindo, meio ouvindo o noticiário, quando ouço a tal da Greta Thurnberg acusar o mundo adulto de ter roubado a infância e a juventude dela. Levanto a cabeça do meu Kindle e falo: como é que é?????
Eu confesso que não presto muito atenção a essa menina. Acho uma coisa bizarra e midiática. Da imagem ao discurso, não há nada dela de verdadeiro ou realmente útil a causa ambiental, mas até aí morreu neves. O que está me irritando é a arrogância crescente.
Ninguém roubou a infância ou a juventude dela, ora bolas. Ela nasceu na escandinávia, não é e nunca foi pobre, não sabe e nunca soube o que é nascer num local onde as condições de saneamento são pífias, se existentes, não sabe o que é viver sem coleta de lixo, com pouco acesso a alimentação de qualidade, saúde e educação, ela tem uma perspectiva hoje, de emprego, que qualquer latino não sonha, imagine um africano, ou boa parte das crianças da idade dela nascida na ásia?
A sociedade na qual ela vive se beneficia de uma história de uso de energia suja. Para onde ela acha que vão os artigos eletrônicos que não são mais usados? E os pneus? E os carros que não são mais usáveis? Vão parar na periferia do mundo, em programas de doações que são, na verdade, grandes lixões a céu aberto.
Não é o lugar de fala dela, dizer que teve a juventude e a infância roubada, pois, dentro da economia mundial, o fato é que ELA rouba a infância e a juventude de milhões nas periferias mundiais. E não tem veganismo e moralismo que remediem isso. Não posso aceitar, não posso admitir que ela se arrogue esse discurso, pois ela toma nesse momento, a voz de quem realmente sofreu, é mais uma forma de colonialismo e de racismo. A fala dela é uma forma de insulto branco, escandinavo, eurocêntrico, do "eu sei e sou melhor e mais importante", do que a legião de meninas e meninos que vivem nas periferias e todos os dias lutam e reclamam, com propriedade, por uma vida melhor e um ambiente sustentável.
Muito antes dessa menina, dezenas e centenas de pessoas no mundo vem lutando de maneira consistente, brava, pagando com a própria vida, inclusive nos países que atualmente mais sofrem verdadeiras guerras ambientais, como o Brasil. Pessoas de várias, cores, raças, credos, gêneros, vem pesquisando, propondo alternativas, trabalhando suas vidas inteiras pela causa ambiental, mas que não são meninas suecas de trança, autistas no espectro de asperger (que essa garota acha que é uma espécie de superpoder).
Eu não dou a menor credibilidade para essa menina, e não me interessa quem a financia, ou não a financia, desde que não seja eu. Prefiro apoiar pessoas e instituições que tem história e comprometimento, que não tem um apelo a moda de aflições dessas novas gerações que, em algum momento vão envelhecer, e se juntar a nós, na luta complexa a longo prazo, não vou desperdiçar meu tempo, e dar audiência a essa garota ou a qualquer coisa parecida com ela.
Eu confesso que não presto muito atenção a essa menina. Acho uma coisa bizarra e midiática. Da imagem ao discurso, não há nada dela de verdadeiro ou realmente útil a causa ambiental, mas até aí morreu neves. O que está me irritando é a arrogância crescente.
Ninguém roubou a infância ou a juventude dela, ora bolas. Ela nasceu na escandinávia, não é e nunca foi pobre, não sabe e nunca soube o que é nascer num local onde as condições de saneamento são pífias, se existentes, não sabe o que é viver sem coleta de lixo, com pouco acesso a alimentação de qualidade, saúde e educação, ela tem uma perspectiva hoje, de emprego, que qualquer latino não sonha, imagine um africano, ou boa parte das crianças da idade dela nascida na ásia?
A sociedade na qual ela vive se beneficia de uma história de uso de energia suja. Para onde ela acha que vão os artigos eletrônicos que não são mais usados? E os pneus? E os carros que não são mais usáveis? Vão parar na periferia do mundo, em programas de doações que são, na verdade, grandes lixões a céu aberto.
Não é o lugar de fala dela, dizer que teve a juventude e a infância roubada, pois, dentro da economia mundial, o fato é que ELA rouba a infância e a juventude de milhões nas periferias mundiais. E não tem veganismo e moralismo que remediem isso. Não posso aceitar, não posso admitir que ela se arrogue esse discurso, pois ela toma nesse momento, a voz de quem realmente sofreu, é mais uma forma de colonialismo e de racismo. A fala dela é uma forma de insulto branco, escandinavo, eurocêntrico, do "eu sei e sou melhor e mais importante", do que a legião de meninas e meninos que vivem nas periferias e todos os dias lutam e reclamam, com propriedade, por uma vida melhor e um ambiente sustentável.
Muito antes dessa menina, dezenas e centenas de pessoas no mundo vem lutando de maneira consistente, brava, pagando com a própria vida, inclusive nos países que atualmente mais sofrem verdadeiras guerras ambientais, como o Brasil. Pessoas de várias, cores, raças, credos, gêneros, vem pesquisando, propondo alternativas, trabalhando suas vidas inteiras pela causa ambiental, mas que não são meninas suecas de trança, autistas no espectro de asperger (que essa garota acha que é uma espécie de superpoder).
Eu não dou a menor credibilidade para essa menina, e não me interessa quem a financia, ou não a financia, desde que não seja eu. Prefiro apoiar pessoas e instituições que tem história e comprometimento, que não tem um apelo a moda de aflições dessas novas gerações que, em algum momento vão envelhecer, e se juntar a nós, na luta complexa a longo prazo, não vou desperdiçar meu tempo, e dar audiência a essa garota ou a qualquer coisa parecida com ela.
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