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Varinhas, coelhos, melhores amigos

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Homem tem uma relação complicada com vibrador. Gozado, né? Para eles é "consolo". Consolo de quê? Olham com uma certa suspeita a mulher hetero, desejável, que usa aparelhos para masturbação, que são, verdade seja dita, na média dos orgasmos proporcionados, mais eficientes do que eles.  O que diabos eles farão com aquele penduricalho, tão valorizado pelo papai e pela mamãe, que "carrega" o nome da família? Ah, me poupe!O ego masculino é enorme, mas é de cristal. Um vibrador não broxa, não enche o saco, não tem cueca pra lavar, não trai e é mais higiênico, de maneira que você não vai contrair doença venérea a partir dele (no máximo um fungo, se não limpar o troço direito). E se ficar velho, troca por um novo. Vibrador não tem ciúmes, você pode ter vários modelos, e um não vai reclamar do outro. Claro que eles não cuidam de você na hora da doença... mas a maioria esmagadora dos homens também não! (Confira os hospitais de câncer...). Também não partilham as tarefas domé...

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 Quer causar uma broxada gigante? Ria na hora errada (ou certa) da trepada! Claro, dependendo o troglodita oculto nos bagos, até um esquerdomacho pode ter ímpetos de lhe dar uns tapas, e não serão tapinhas de amor! "Não, querida, eu não queria lhe machucar, é que meu instrumento é grande!", e eu: "quem te disse que é grande?". Nossa, o sujeito de branco, ficou transparente, e deve ter conferido todas as vezes que mediu o pinngolim, e lembrado os elogios. Realmente, era um sujeito mediano, mas com um ego... Alguém tinha de dizer a verdade para ele, afinal, chegar à meia idade sem conhecer e reconhecer a si mesmo, é triste. E outro: "gostou, o que achou do tamanho?"... pobre diabo: "médio pra pequeno". "Mas como assim? Eu sempre ouvi que sou médio!" (sim, só faltou segurar as pérolas). Eu, sem pestanejar: "mulheres mentem". "Aha! Então você pode estar mentindo também!". "Não, pois eu não tenho nenhum interesse esp...

Quando eu descobri que ser menina, era ser menos do que um menino

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  Nasci menina, e até uma determinada idade, eu me sentia muito feliz assim. Eu tinha avós maravilhosas, minha avó materna me mimava de todos os jeitos, meus avós homens eram muito legais, o materno então era super carinhoso, falava comigo como se eu fosse "grande". Aprendi a falar e andar muito cedo, eu aprendi a ler sozinha muito cedo, e a observar as pessoas de maneira crítica bem precocemente. Venho de famílias de mulheres fortes, e na minha família paterna então... elas são como titãs, desafiadoras do seu tempo, e eu adorava. Na minha cabeça, eu poderia fazer o que eu quisesse. Meu pai me levava pro quartel, eu tinha até minha boina da PQD, eu brincava com os meninos e meninas, saía na pancadaria, mesmo sendo baixinha, magrinha, perebenda e com bronquite. Então minha mãe engravidou. Eu fiquei feliz pois ia ganhar uma irmã no dia do meu aniversário, mas meu pai insistia que seria um menino, pois estava obcecado com a idéia de ter um filho homem, macho! Minha mãe deixou mi...

O ano em que fiz parte de estatísticas e COVIDei.

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No dia 30 de abril de 2020 eu tentei dar minha aula a distância, por meio de video, mas consegui apenas usar apenas o instrumento de chat, pois falar foi impossível. Eu estava cansada, sem ar, a garganta dolorida, mas nada me dizia, naquele momento que eu já estaria com covid-19. No dia seguinte eu amanheci sem sentir cheiro algum, ainda assim saí para cumprir tarefas no dia seguinte, dia 3. Eu ainda me sentir bem, o que me incomodou foi a perda do olfato, e parcialmente do paladar. Mas já no domingo eu tombei, com muito cansaço, e respirar se tornou uma enorme dificuldade.fa E foi assim que eu entrei para as estatísticas brasileiras como um caso confirmado de infecção por sars-cov-2. Fui ao trabalho, onde colheram meu RT PCR, ajeitei a mesa e vim me embora. Descobri que outro colega que havia trabalhado comigo havia pego também. Fiquei preocupada com minhas tias, a quem eu tinha dado assistência poucos dias antes, e com a senhora que trabalha comigo, que vinha passando mal - pedi...

Olhando, Ouvindo e Registrando

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Não sou uma pessoa muito calorosa.  Sendo brasileira e carioca, isso é bem pouco usual! Não sou aquela pessoa que se oferece prontamente a apertos de mão, abraços e beijos no rosto, embora não os recuse, por educação. Com o tempo, os amigos mais chegados, consciente ou inconscientemente, percebem esse meu jeito e seguram a onda das manifestações mais esfuziantes de afeto. Isso não significa, de jeito nenhum, que eu não goste das pessoas, nem que eu não goste de locais públicos... eventualmente. Eu adoro... eventualmente. Tenho meus momentos, é claro, e as únicas pessoas com quem eu sou realmente carinhosa são meu filho e meu namorado, mesmo assim, confesso que não sou grudenta. Em tempos de epidemia, acho que isso é uma bênção! Cabreira com notícias do oriente, e atendendo às minhas obsessões, eu passei o carnaval bem quietinha esse ano, e, como eu não sou dada a essa coisa de muita proximidade física, cá estou relativamente saudável, me sentindo quase poderosa e capaz d...

Grim Gretta, é fake

Cá estava eu, meio assistindo, meio ouvindo o noticiário, quando ouço a tal da Greta Thurnberg acusar o mundo adulto de ter roubado a infância e a juventude dela. Levanto a cabeça do meu Kindle e falo: como é que é????? Eu confesso que não presto muito atenção a essa menina. Acho uma coisa bizarra e midiática. Da imagem ao discurso, não há nada dela de verdadeiro ou realmente útil a causa ambiental, mas até aí morreu neves. O que está me irritando é a arrogância crescente. Ninguém roubou a infância ou a juventude dela, ora bolas. Ela nasceu na escandinávia, não é e nunca foi pobre, não sabe e nunca soube o que é nascer num local onde as condições de saneamento são pífias, se existentes, não sabe o que é viver sem coleta de lixo, com pouco acesso a alimentação de qualidade, saúde e educação, ela tem uma perspectiva hoje, de emprego, que qualquer latino não sonha, imagine um africano, ou boa parte das crianças da idade dela nascida na ásia? A sociedade na qual ela vive se beneficia...

Triste dia dos pais.

Pai é uma palavra que soa estranha na minha voz. Ora soa falsa, ora amarga. Mãe é uma palavra cujo significado só melhorou um pouco quando eu me tornei uma. Meus pais se separaram quando eu tinha por volta de onze anos, e, em meio a uma separação difícil, meu pai abandonou a mim e a minha irmã, constituindo outra família. E minha mãe descontou toda a raiva na gente. Ele simplesmente virou as costas, mal pagava pensão. Abandono emocional é pouco. Não quis saber se estávamos bem, se estávamos mal, doentes ou saudáveis. E olha que eu tinha uma bronquite grave. Não se importava se tínhamos educação, moradia, o que vestir ou comer. Se sofríamos abuso. Ele tinha outra família e outras prioridades. No início a prioridade dele e de minha mãe era brigar entre si, depois a dele era a família dele, algo que ele e a esposa deixaram bem claros. Nas poucas tentativas de aproximação, o tratamento foi frio, numa tentativa de ligar para ele, embora eu ouvisse a voz dele ao fundo, a esposa dele di...